Total de visualizações de página

sábado, 24 de outubro de 2015

Ciclo Vicioso: O culto ao que é errado

Parece que a crise ética e moral nunca irá chegar ao fim, todos os dias chegam ao nosso conhecimento mais e mais notícias sobre essa onda devastadora de corrupção em nosso país, histórias e mais histórias de cobra engolindo cobra, de chacais fazendo acordos com ratos. Tudo isso para que os mesmos consigam manter a velha e famosa corruptela que parece ser uma herança desgraçada que passa de geração à geração entre os políticos que chegam ao poder máximo desse país. 
Claro que as coisas mudam e aqui no Brasil não poderia ser diferente, cada ano que se passa os políticos desenvolvem melhores métodos de roubar, furtar, saquear extorquir o povo. Essa falta de respeito com o erário público, com o suor de cada brasileiro e brasileira que produz é tão grande e absurdamente tão comum por esta Terra de Vera Cruz, que é possível observar inclusive outras pequenas instituições cometendo as mesmas barbaridades que os políticos profissionais comentem em seu dia-a-dia.
Religiosos e seus tesoureiros, lideres sindicais e seus setores financeiros, organizações não governamentais e seus dirigentes que vendem a postura de pessoas ilibadas mas que se aproveitam da boa fé e da confiança alheia e ainda por cima posam de magnatas por onde quer que andam, esbanjando "graça" com o fruto oriundo do suor de quem tem fé ou imagina estar financiando uma luta. 
No final, algumas pessoas ligadas a estas instituições acabam por buscar inescrupulosamente meios para subirem ao grau supremo de político profissional, para assim fazer parte do seleto grupo de pessoas que se travestem de nobreza de caráter e de ideais nobres, mas que o papel principal é meter a mão no dinheiro publico.
O Fato é que em todos esses casos impera a falta de respeito, a falta de moral e de ética, porém  está enraizada em nosso meio o culto ao que é errado, beneficiar-se de alguma contravenção parece ser banal em nossa sociedade, mas daí conseguimos enxergar que das pequenas contravenções cometidas gera respaldo para as medias e grandes contravenções pelos que já são profissionais nesse meio.
O momento é de acordar para essa realidade, mudar as atitudes e fiscalizar quem elegemos, quebrar esse ciclo vicioso onde todos buscam tirar proveito sobre o outro, onde o errado é cultuado e incentivado a crescer, evoluindo sem caráter, sem vergonha na cara, se profissionalizando no mentir e especializando-se no enganar. A postura que temos que ter diante desse mundo cão é mostrar que não compactuamos com o errado, devemos passar para as novas gerações o culto ao que é certo e não a hipocrisia, pois não adianta falar aos outros o que é certo se os exemplos dados encaminham ao que é errado.
Sem a quebra desse ciclo vicioso, nunca iremos acabar com a corrupção, nunca iremos tirar do poder os malfeitores e o pior, iremos produzir gente pior e podre para nos liderar e governar nosso País.


Heber Oliveira Mesquita - Diretor de Educação APEAM

sexta-feira, 1 de maio de 2015

1º de Maio - Dia do Trabalhador

O dia do Trabalhador é celebrado anualmente no dia 1º de Maio em numerosos países do mundo, sendo feriado no Brasil, em Portugal em Angola e em outros países. No calendário litúrgico celebra-se a memória de São José Operário por tratar-se do santo padroeiro dos trabalhadores.
No Brasil, o dia do trabalhador foi declarado como feriado pelo presidente Artur Bernardes em 1925, mas para a maioria dos trabalhadores essa data é lembrança de muitas manifestações, lutas pelos direitos trabalhistas e também dos momentos protesto e crítica às estruturas sócio-econômicas do país. Porém a propaganda trabalhista de Getúlio Vargas, aos poucos, vai convertendo essa data para um dia destinado a celebrar o trabalhador no Dia do Trabalhado. 
Aos trabalhadores do nosso País desejamos um excelente feriado, mas não se esqueçam que a luta por melhorias nas condições de trabalho, melhores salários, dignidade e respeito é uma bandeira justa e todos os senhores tem o direito de levantá-la.
Atualmente em nosso país vivemos em um mar de escândalos de corrupção, pagamos altos impostos, que de maneira nada sútil são gastos para manter a política imunda e imoral em nossa Nação. Os trabalhadores da iniciativa privada muitas vezes são explorados pelos seus empregadores, são assediados moralmente para que peçam demissão para que deste modo os "patrões" não paguem os direitos trabalhistas do funcionário, como se não bastasse os altos impostos pagos que nunca são revestidos de maneira adequada nos serviços públicos básicos à sociedade como: Saúde, Educação e Saúde. Tratando-se dos trabalhadores estatutarios, estes sofrem o mesmo desrespeito por parte do Estado que muitas vezes financiam maracutaias ao invés de investir nas melhorias na prestação de serviço dos funcionários, tanto como melhores recursos quanto com melhores salários e valorização pessoal com promoções e carreiras. 
Trabalhador, mesmo que hoje seja um dia de folga e de descanso junto a família, nunca se esqueça de fazer valer o seu papel como cidadão, isto é, cobrar de seus representantes políticos mais respeito com o erário publico, não deixem que o nosso dinheiro seja gasto com corrupção e financiamento de campanhas milionárias pra eleger bandidos de terno e gravata. Juntos somos fortes, nenhum passo daremos para trás.

Heber Oliveira Mesquita 
Diretor de educação, desporto e cultura - APEAM

segunda-feira, 27 de abril de 2015

Manifesto aos Praças do Estado do Amazonas

www.apeam.net.brMais uma vez a classe dos praças se encontra em uma posição vexatória pelos governantes desse imenso Estado do Amazonas, após terem mostrado sua força de união no dia 28 de abril de 2014, onde vários pais e mães de família que fazem parte da força policial resolveram lutar e reivindicar por direitos trabalhistas, pelo fim de um Regulamento Disciplinar que “estupra” a dignidade humana dos praças e por uma carreira digna para os servidores públicos que fazem a segurança desse Estado grandioso. Infelizmente a luta de agora, não é por novas pautas, mas para que se faça cumprir aquilo que outrora fora acordado com o Governo do Estado, isto é, as pautas do Movimento Reivindicatório ocorrido em abril de 2014.
Vale ressaltar que o então governador do Estado, senhor José Melo, candidato a reeleição, se comprometeu com a classe a aprovar todas essas pautas em prazos que o próprio governo estabeleceu. Prazos estes de 60 a 90 dias dependendo do conteúdo de cada projeto de lei trabalhado. Enfim, dentre todas as pautas foi dado prioridade a LEI DE CARREIRAS DOS PRAÇAS, pois a mesma visava acabar com a injustiça praticada no seio da Instituição Policial Militar que era as promoções via “puxa-saquismo” e “paquitagem”. De todas as pautas somente esse que fazia referência a carreira do Praça PM’s e BM’s, tornou-se lei, conhecida como, Lei Nº 4.044 ou Lei dos Praças somente.
Após aprovação da Lei nº4.044, a comissão concluiu os estudos e os textos das demais leis a serem aprovadas, porém começou o processo de “empurrar com a barriga” por parte do governo do Estado, indagando que as pautas que exigiam recursos financeiros não poderiam ser atendidas no momento devido a Lei de Responsabilidade Fiscal e que só poderiam ser postas em prática a partir do ano de 2015, ficando para serem aprovados os projetos que não acarretariam ônus financeiros ao Estado, como o Código de Ética e regulamentação das escalas de serviço, mas para isso era necessário discutir o tal código com as demais Entidades Representativas de Classe, aprovado entre elas o documento poderia ser apreciado pelo comando, na época, um comando provisório que buscou de todas as formas retardar a conclusão do referido código.
Estamos em abril de 2015, e até o momento nenhuma das pautas que o Governador se comprometeu fora cumprida e para piorar de vez a situação dos policiais militares do Estado do Amazonas, o governo, contrariando todos os dados transmitidos pela Imprensa oficial que o Estado apresentou um crescimento significativo ainda no primeiro trimestre do ano de 2015, em reunião com todas as entidades representativas de classe, da segurança pública, educação e saúde, afirma que o Estado não tem dinheiro e que por esse motivo não irá pagar nem a data-base e tampouco as promoções dos servidores públicos que estão em atraso.
Em contrapartida podemos observar mais uma vez o exorbitante gasto do governo na aquisição (ALUGUEL) de viaturas com uma caríssima tecnologia embarcada que em quase três anos de RONDA NO BAIRRO nunca funcionou de maneira eficiente, servindo apenas para tornar mais caro os alugueis dessas viaturas e servir para que alguns comandantes mal-intencionados pratiquem assédio moral contra seus subordinados.
Enquanto isso, diversos policiais militares vivem como os últimos escravos em nosso querido Estado do Amazonas, pois em muitas unidades militares longínquas o policial trabalha em escalas desumanas e aqui mesmo na capital não se respeita a folga dos policiais que muitas vezes são obrigados a se deslocar nas suas folgas para uma prática irregular da educação física, até porque nenhuma unidade policial está apta para administrar tal atividade física, pois não existe em seus quadros administrativos a contratação de profissionais adequados, como educadores físicos, nutricionistas e médicos para garantir uma preparação física adequada, esse tipo de “educação física” praticada nas unidades da PM são um perigo a saúde física dos agentes de segurança, que se expõe a lesões e outros enfermidades oriunda de uma prática inadequada.
Perguntamos ao senhor governador do Estado, como o senhor pode exigir que profissionais de grande importância como os que fazem parte da segurança, educação e saúde de fato ofereçam um serviço de excelência, se o senhor não cumpre sequer com seu compromisso com essas classes?
Como a sociedade vai acatar e obedecer as leis do nosso Estado, se o Governador José Melo, chefe do executivo, não cumpri a lei de promoções de Praças do Estado do Amazonas, que prevê cerca de 2284 promoções?
Como pode pedir paciência de um funcionário público concursado e desvalorizado, enquanto políticos que em grande parte não tiveram capacidades sequer de passar em algum concurso público na vida venham reajustar seus próprios salários que inclusive já são bem altos?
A sociedade amazonense merece respeito, os trabalhadores da iniciativa privada merecem respeito, nós funcionários públicos merecemos respeito. Não podemos admitir cortes que afetem diretamente na qualidade do serviço prestado à sociedade, sendo todos nós sabedores dos gastos exorbitantes com pagamentos de pessoas em cargos comissionados e salários altíssimos de políticos que de fato mais geram gastos do que benefícios.
Os Praças do Amazonas não toleram mais esse jogo de faz de conta em que governos fingem dá com uma mão em época de eleição e tira com a outra ano seguinte sem cumprir o seu papel ético e moral de cumprir com suas palavras e com as leis.

Manaus-AM, 27 de abril de 2015

Associação dos Praças do Estado do Amazonas - APEAM


quinta-feira, 19 de março de 2015

A Polícia e seu Papel Pedagógico

Uma das maiores preocupações das pessoas quanto ao papel da polícia em uma sociedade, nasce, ou melhor,  dizendo, se reproduz devido a falta de interação dos grupos policiais com a comunidade. Essa falta de contato direto do policial com a sociedade sempre se mostrou nociva e com isso se perpetua a ideia que polícia e sociedade não estão do mesmo lado.
Uma das filosofias mais interessantes para gerar essa interatividade entre policiais e sociedade é a da Polícia Comunitária, essa filosofia de cunho organizacional, visa à participação efetiva da sociedade ao trabalho policial. 

Infelizmente o policiamento comunitário não tem sido trabalhado de forma adequada em alguns Estados brasileiros, devido à desvirtuação da filosofia por motivos políticos, onde muitas das vezes só se aplica o nome da proposta e não o emprego efetivo da estratégia de polícia comunitária. Outro fator que se demonstra negativo em alguns casos é a desmotivação dos agentes de segurança pública frente ao projeto, primeiramente devido aos regulamentos disciplinares que em alguns casos são arcaicos e tira do próprio agente de segurança o sentimento de cidadania, bem como a péssima remuneração em alguns Estados e também a falta de formação dos profissionais de segurança publica para a promoção desse tipo de policiamento.

Uma das visões mais positivas do policiamento comunitário é a de que a polícia também participa de ações socioeducativas, pois age de maneira que vai de encontro com a promoção da cidadania, garantindo um dialogo aberto com os populares, também o policial está apto para orientar, aconselhar e advertir antes de agir repressivamente, pois as ações educativas não irão acontecer tão somente após as infrações serem cometidas. O policial em serviço é muito mais do que um agente de segurança publica e isso a maioria descobriu no dia-a-dia, muitas das vezes sendo socorristas, enfermeiros, mediador de conflitos, pai e conselheiro, mas o que muitos não se deram conta é que todas essas ações policiais se apresenta um fazer pedagógico, Segundo, Kátia Regina Domingos de Melo (2005), O fazer pedagógico é de suma importância tanto para o docente como para o aluno. Pois, é neste fazer pedagógico que se dá uma grande interação entre ambos. Trazendo para realidade da polícia o Docente(professor) seria o policial e o aluno seria o cidadão, nessas ações está contido todo um aprendizado, toda uma carga de conhecimento que pode e deve gerar bons frutos na sociedade.

 Os policiais devem mostrar que a imagem que muitos fazem da polícia na mídia não é regra e nem verdade absoluta -- a imagem de que os métodos empregados pelas Policias Militares são inadequados a um ambiente de educação cidadã e que as abordagens policias em geral são feitas com base em preconceitos sociais e de etnia e que a violência é usada como método de investigação e não como mera autodefesa -- A realidade que toda ação positiva da polícia sempre será bem vista apenas por quem está próximo ou foi favorecido pela atuação padrão dos agentes de segurança, porém se as ações são negativas, a máquina midiática irá levar a informação para diversos setores da sociedade e com isso se perpetuará a velha e já conhecida queixa de que a polícia não está do lado do povo e sim contra ele.
Logo a boa atuação da polícia gera um aprendizado, pois mostra a sociedade que a verdadeira ação policial está em consonância com as leis vigentes em nosso país.


Heber Oliveira Mesquita – Pedagogo / Sd QPPM

quarta-feira, 11 de março de 2015

Os Três Dias Gloriosos

Sempre quando vejo a sociedade brasileira revoltada com as mazelas oriundas do governo federal vem-me à memória as aulas de história do ensino fundamental e médio que narrava sobre a Revolução Francesa (1789) e Movimento Revolucionário de 1830. Nesse paralelo vou fazer um breve resumo do Movimento Revolucionário, também conhecido como OS TRÊS DIAS GLORIOSOS.
Esse movimento nasceu no período em que o Rei Carlos X, governava sobre a França e havia revivido o câncer governamental chamado de Absolutismo, sendo responsável por um conjunto de medidas impopulares que geraram desconforto a grande parte da sociedade francesa, dentre as medidas estava a repressão a liberdade de imprensa, isto é, censura, dissolveu a Câmara dos Deputados e cassou os direitos políticos de grande parte do eleitorado, além disso para os mais pobres da sociedade que já sofriam com a escarces de alimento e pela falta de emprego essas medidas feriam mais ainda a noção de cidadão e incitou a revolta.


 Com todo esse estresse contra as medidas absolutistas do Rei, a população se mobilizou durante três dias (27,28 e 29 de Julho de 1830), saiu ás ruas, organizou barricadas e enfrentou as tropas do governo. O resultado foi a queda do rei Carlos X e o fim da dinastia dos Bourbon. O movimento se espalhou rapidamente pela Bélgica, Polônia, Estados germânicos, Itália, Inglaterra e Suíça. A burguesia saiu fortalecida, e o liberalismo imprimiu sua marca no continente europeu.
Voltando para a realidade brasileira, estamos diante de uma enxurrada denuncias de corrupção contra o governo federal e políticos ligados diretamente ao governo, o pior de tudo é que esse “estupro” aos cofres públicos já vem de longa data, são quase duas décadas de “roubalheira institucionalizada”, isso levando em consideração apenas a gestão do partido que diz defender o trabalhador, mas que mexeu justamente no bolso do mais humilde, quando mexeu nos direitos trabalhistas. Utilizando um jargão muito utilizado pelo senhor Luís Inácio, ouso a dizer: “Nunca na história desse País se viu esquecer as promessas de campanha tão rapidamente”, “Nunca na história desse País se viu tanta lama escorrendo de baixo do tapete da hipocrisia”.


Com todo esse histórico de sujeiras e tramoias, a sociedade brasileira também cansou de ser enganada, de ver o fruto de seu trabalho sendo consumido cada vez mais pelos impostos abusivos cobrados, cuja renda dos mesmos nunca é utilizada de maneira correta na melhoria dos serviços públicos, pelo contrario, tornam-se montantes para serem aplicados em corrupção para comprar o silencio e alimentar a corrupção nas licitações públicas. Dia 15 de março de 2015, os brasileiros que não compactuam com essa safadeza, com essa sujeira irão às ruas de todo o Brasil, manifestar sua insatisfação para com esse governo corrupto que tenta a todo custo “tapar o sol com a peneira”, talvez – e eu espero – que isso seja o início de uma revolução popular e não apenas uma marcha para que muitos paguem de “revoltadinho” de rede social, com lindas fotos de carinhas pintadas de verde e amarelo, mas que seja uma busca consciente pela mudança, que sejam conscientes também que se preciso for  seu sangue ser derramado, que não esmoreça, que continue em frente, que faça valer seu direito de ser cidadão e de participar ativamente das mudanças necessárias para que o Brasil se torne verdadeiramente um país menos injusto e menos corrupto. Que não façamos três dias gloriosos como os franceses, mas que seja pelo menos um dia de glória.

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Manifesto APEAM

Escrito por: Ruan Alves de Araujo, Soldado PM, Ex-Secretário Geral da APEAM e membro da Comissão de Praças 
 Manaus 20 de Novembro de 2014.

Primeiramente, peço licença para escrever mais uma vez em nome da Associação dos Praças do Estado do Amazonas (APEAM) que ajudei a fundar e da qual fui membro ativo até outubro, para esclarecer à Tropa sobre o fim da Comissão de Praças que negociava nossos pleitos diretamente com o Governo do Estado. É de conhecimento geral dos Praças, que após os movimentos do dia 28 de abril, o atual Presidente da APEAM, Gerson Feitosa, nosso representante eleito na Assembleia Legislativa, Platiny Soares e eu, Secretário Geral da APEAM à época, juntamente com outros 6 Policiais Militares que não faziam parte de nenhuma Associação, integramos uma Comissão, cujo a missão principal fora a negociação e elaboração de propostas baseadas nos pleitos de nossa manifestação. Estabelecemos metas, participamos de diversas reuniões, realizamos inúmeros e calorosos debates junto ao governo e ao Comando da Polícia Militar e eu, particularmente, tive o prazer de compor boa parte das ideias presentes em nossas três maiores pautas: Lei de Carreira, Código de Ética e Auxílio-Moradia, incluindo a elaboração dos textos, realização de cálculos orçamentários e apresentação de argumentos que justificassem nossos pedidos. O primeiro grande fruto veio com a aprovação de nossa tão sonhada Lei de Reestruturação da Carreira dos Praças e a realização de mais de 1970 promoções ainda em 2014 e que nos próximos 4 anos irá ultrapassar a marca, nunca antes alcançada, de mais de 10.000 promovidos. Vimos a época eleitoral chegar e a Tropa clamar pelo posicionamento do Platiny como candidato no pleito, que logo aceitou e direcionou esforços para mais esta batalha. Durante aquele período, as negociações foram interrompidas, pois o Governador também estava concorrendo a reeleição, porém o Código de Ética e o Auxílio-Moradia já encontravam-se aceitos pela Casa Civil e pelo Comando da PMAM e apenas não foi enviado para votação na ALEAM por mero capricho das demais associações que se negaram a aceita-las contrariando o desejo da Tropa. O tempo da política passou e vimos a Tropa galgar mais uma vitória com a conquista de uma cadeira na Assembléia Legislativa. Nós da APEAM, como sempre fizemos, nos reunimos junto aos nossos associados e reorganizamos nossa Diretoria. Eu e Platiny nos retiramos e Gerson assumiu a Presidência. Nós agora arcaremos com a missão de levar a voz dos Policiais e Bombeiros à política amazonense e a APEAM com Gerson e os demais Diretores continuarão agindo em defesa dos interesses da Tropa no universo institucional e em breve se tornará a maior Associação do Norte do país. Duas frentes de batalha com um só objetivo: Valorização de nossa categoria. Nesse contexto todo, como Comissão porém, encerramos nossa jornada com o Governo, deixando esta de existir. O Código de Ética já foi aceito pelo Dr. Raul Zaidan, Chefe da Casa Civil e, como já citei, não foi ainda aprovado por culpa das demais Associações: Associação de Cabos e Soldados, de Sargentos e subtenentes, de Militares Estaduais e de Mulheres de cabos e soldados, que insistem em lutar apenas por seus interesses pessoais e contra os Praças a quem deveriam defender. O Auxílio Moradia, que também já havia sido aceito pelo governo, foi congelado pelo fato do Deputado Cabo Maciel ter entrado com uma proposta na ALEAM sobre o mesmo tema, que apenas privilegia Oficiais e discrimina Praças. Como duas matérias com o mesmo tema não podem entrar na pauta para votação, sua atitude mais uma vez prejudicou milhares de Policiais e Bombeiros. O Auxílio-Alimentação também não esta mais em negociação, o Governo já se dispôs a paga-lo assim como paga aos Bombeiros e aos Policiais Civis, mas só negociará o valor com a categoria após o contrato com a empresa RIPASA ser cancelado na justiça, devido à altíssima multa rescisória deste. O único pleito que restou para negociação foi a regulamentação da GTE, mas esta proposta o Governo disse que não há negociação, pois planejam a modificação do benefício para 2015, em proposta apresentada por eles mesmos. Logicamente que a APEAM se posicionará caso esta não seja benéfica para a categoria. Por isso tudo, nós da APEAM então decidimos encerrar nossa participação como Comissão para focarmos na briga pelo Código de Ética no campo administrativo e pelo cancelamento do contrato da RIPASA na justiça. A APEAM elaborou um Abaixo-Assinado visando dar maior notoriedade ao fato da precária alimentação na Polícia Militar de nosso Estado e junto deste manifesto criamos um Termo de Compromisso, que levaremos até as demais entidades que se dizem representativas da Tropa para cobrar sua lealdade junto a luta do Código de Ética. Eu e Platiny também já estamos elaborando nossas propostas no campo legislativo para 2015 e tenho a certeza que os Praças não irão se decepcionar em tê-lo escolhido como Deputado Estadual. Espero que os amigos não temam pelo fim da Comissão. A luta na verdade apenas começou e na APEAM vocês sabem que podem confiar, pois, 2015 promete ser um ano em que a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros Militar levantarão para um novo tempo. Teremos muitas batalhas pela frente, mas a vitória já está escrita. 

 Juntos Somos Fortes! Ruan Alves de Araujo - Soldado PM


sábado, 15 de novembro de 2014

Auxílio Alimentação-PMAM/APEAM

Alguns dias se passaram desde que um grupo de policiais militares passaram mal após consumir alimento contaminado (possivelmente) por fezes de roedores, desde que aconteceu esse fato a empresa RIPASA (responsável pelo preparo do alimento da PM) não se adequou as normas de higiene, pelo ao contrário, parece que as normas de higiene e saúde foram completamente esquecidas por esta empresa, pois todos os dias policiais de diversas Unidades de Manaus envia fotos de alimentos estragados e contaminados, seja no café da manhã, almoço ou janta. A Associação dos Praças do Estado do Amazonas, foi a única Entidadade Representativa de Classe a tomar uma posição quanto à esse descaso, a mesma iniciou um Abaixo assinado soliciantando o fim da terceirização da cozinha da PM e pedindo a implantação do Auxílio- Alimentação. Algo que seria mais justo, tendo em vista que o policial deve ter o direito de escolher aquilo que quer comer ou necessita para se manter alimentado para trabalhar. Alguns pequenos grupos de gente interessada apenas em se beneficiar politicamente começaram a criticar o posicionaento da APEAM, tentando mostrar que o Auxílio-Alimentação não era viavél, mas na verdade o auxílio-alimentação é a maneira mais digna de valorizar o policial (seja ele PRAÇA ou OFICIAL), pois todo ser humano necessita alimentar-se e fazê-lo com dignidade é a maior prova de respeito e valor aos direitos humanos que o Estado poderia proporcionar aos seus funcionários que trabalham enfrentando o crime no dia-a-dia da cidade de Manaus.
A comida fornecida pela RIPASA, além de ser uma afronta a saúde, também pode ser considerada uma poluição visual, pois causa repulsa em qualquer pessoa que ver essas imagens:
ESTÁ NA HORA DE MUDAR ESSA SITUAÇÃO! JUNTOS COM A APEAM, A ÚNICA ASSOCIAÇÃO QUE REALMENTE REPRESENTA OS INTERESSES DOS PRAÇAS, VAMOS EXIGIR RESPEITO E DIGNIDADE, POIS JUNTOS SOMOS MAIS FORTES Heber Oliveira Mesquita - Diretor de Educação e Desporto da APEAM